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HQ ou adaptação para o cinema? Painel da DC discute tema com quadrinistas

15/04/2017 14h35 Atualizado em 15/04/2017 20h58

Foto: Stalo - Estratégia Digital

Marcelo Hessel, integrante do site Omelete, mediou um painel na tarde desta sexta-feira (14), na Comic Con Experience Tour (CCXP Tour Nordeste), com quadrinistas e editores de publicações famosas no mundo todo.

O tema trazido para discussão já é comum em rodas de fãs de cultura pop: adaptações de HQs para o cinema. Polêmicas, as adaptações audiovisuais nem sempre são bem recebidas pelo público, que constrói suas próprias projeções no universo que leem. Lanterna Verde, que já foi desenhado por Ivan Reis, foi uma das maiores rejeições cinematográficas da história dos super heróis.

As adaptações, porém, têm se tornado cada vez mais frequentes nas telonas. O boom da cultura geek tornou os heróis, antes restritos a fãs de quadrinhos, personas a serem exploradas dentro de contextos narrativos. Eles geram lucros!

"O grande lance dos quadrinhos é que eles são uma mídia democrática. Tem pra todo gosto, têm a ver, sobretudo, com memórias afetivas. O saudosismo é uma estratégia importante dentro desse universo e as adaptações para o cinema acabam pecando neste aspecto", opina Ivan, que nem quis comentar sobre o Laterna.

Já Eddy Barrows (Nightwing) acredita que HQ e cinema são mídias completamente diferentes, apesar de se influenciarem. "Elas se complementam, mas têm suas particularidades. O diretor influencia muito o processo de adaptação. Eu desenhei o Superman por 3 anos e não consegui enxergá-lo na última adaptação hollywoodiana. Só o visual não convence, é preciso captar a essência e isso acaba sendo difícil para o cinema", criticou.

Apesar de serem sucesso comercialmente em um mercado que cresce a cada ano, com lançamentos infinitos de heróis nas telonas e telinhas, o consumidor geek, em sua essência, busca fidelidade naquilo que está consumindo. Gleen Fabry, famoso pela criação de capas de HQ épicas - como Constantine (Hellblazer) - acha que as adaptações são importantes porque acabam difundindo o nicho, mas tem suas críticas: "no fim, não funciona para os fãs de quadrinhos porque eles buscam exatamente o que está na HQ e se frustram com filmes que focam mais na ficção científica e deixam os heróis em segundo plano", finaliza ele.
A CCXP reúne o melhor do entretenimento no maior evento de cultura pop da América Latina. São 4 dias de painéis, entrevistas, autógrafos e muito conteúdo inédito e exclusivo para os seguidores fiéis desse universo.

Por Luan Barbosa (Stalo - Estratégia Digital)

 

 

Por Redação Portal Tambaú 247


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